domingo, 26 de outubro de 2008
PRIMEIRA LIÇÃO | Em primeiro lugar, não se pode promover o desenvolvimento sem fazer política. Existem muitas evidências de que os problemas ocorridos em programas de indução ao desenvolvimento local são, em sua maior parte, de natureza política. Os casos são variados: às vezes é o prefeito que não acredita ou tem medo, ou o governador que não quer, ou um outro chefe político que não vê com bons olhos o surgimento de novas lideranças que tendem a crescer em visibilidade e credibilidade. Às vezes são as instituições locais que não se entendem e disputam o tempo todo entre si em um clima adversarial, ninguém querendo colocar azeitona na empada do outro. E às vezes são vaidades pessoais que atrapalham tudo, quando as lideranças da localidade se comportam como se estivessem em um concurso de beleza. Para contornar tais problemas precisamos fazer política, exercitar nossa capacidade de articulação política. Essa capacidade não é inata, não é assegurada por um gene, mas tem que ser adquirida (e pode ser aprendida).
SEGUNDA LIÇÃO | Em segundo lugar, não se pode colocar nas mãos de uma instituição (seja ela qual for, governamental ou não) a responsabilidade por promover processos de desenvolvimento local. Se fizermos isso, com toda a certeza, mais cedo ou mais tarde, teremos problemas. Pois nada garante que uma instituição manterá a mesma linha de atuação e a mesma disposição de investir recursos humanos, materiais ou financeiros. Pode acontecer, por exemplo, de mudarem os dirigentes dessa instituição (como é normal e desejável). Aprendemos, às custas de algum sofrimento, que o desenvolvimento local deve ser local mesmo. Ou seja, não pode ser patrocinado ou apadrinhado por ninguém de fora. A rigor, nem de dentro. Se isso ocorrer, as pessoas não assumirão suas responsabilidades, nem se virarão para captar novos recursos, pois ficarão esperando alguma coisa que virá de fora ou de cima. Ora, se for assim, não tem desenvolvimento local, que é – por definição – capacidade de identificar ativos internos, dinamizar potencialidades endógenas e aproveitar oportunidades a partir de uma inteligência coletiva formada localmente. O que fazer então para resolver esse problema? Não há outro caminho senão constituir parcerias entre instituições e pessoas da própria localidade, mobilizando amplo voluntariado local. Se isso não for possível, também não será possível promover o desenvolvimento local. E, assim, não devemos perder tempo tentando fazer o impossível: é melhor ir logo cuidar de outra coisa.
TERCEIRA LIÇÃO | Em terceiro lugar, não se pode deixar o trabalho de indução do desenvolvimento local nas mãos de um conjunto de instituições (mesmo que sejam instituições locais). Ou seja, o sujeito impulsionador do desenvolvimento local não pode ser um conjunto de instituições (mesmo que queiramos, indevidamente, chamar tal conjunto de “rede” – pois que, em geral, não é rede coisa nenhuma e sim uma frente de instituições hierárquicas, cada qual com seu interesse particular no processo, interesse que, muitas vezes, não casa perfeitamente com os objetivos mais gerais do processo). Assim, aprendemos também a não apostar tudo apenas em Fóruns ou Agências de Desenvolvimento constituídos por representantes de instituições, a não ser que essas instâncias estejam suficientemente capilarizadas, ligadas no dia-a-dia das pessoas da localidade. Se fizermos isso acabaremos constituindo um grupinho mais ou menos isolado da população e, passado algum tempo, começaremos a reclamar que faltam recursos para contratar pessoas ou que ninguém vem na reunião, que está todo mundo muito ocupado com seus próprios assuntos, que ninguém quer colaborar com o coletivo. Para resolver esse problema descobrimos a solução da rede de desenvolvimento local (ou rede do desenvolvimento comunitário). Se estamos querendo induzir o desenvolvimento em uma localidade a partir dos recursos da própria localidade (outra boa definição de desenvolvimento local), então temos que ter, no mínimo, 1% das pessoas dessa localidade envolvida no processo. Só assim teremos a capilaridade suficiente para mobilizar contingentes maiores de voluntários. Só assim não ficaremos isolados da população, sem condições de disseminar mensagens molecularmente pela rede e sem condições de alavancar recursos novos que farão toda diferença.
Resumindo as três primeiras lições aprendidas: 1º) A indução do desenvolvimento local é um processo político, que exige muita articulação política para se concretizar; 2º) O desenvolvimento local não pode ter pai, padrinho ou patrocinador externo ou interno; 3º) O sujeito do desenvolvimento local é a rede social que existe na localidade e nosso papel (como agentes de desenvolvimento) não é fazer as coisas pela população e sim aumentar a conectividade e o grau de distribuição dessa rede, incorporando as pessoas – não como massa, mas uma-a-uma – no exercício compartilhado de visão de futuro, na elaboração do plano de desenvolvimento, na formulação da agenda de prioridades e na realização dessas prioridades.
Tudo indica que, se conseguirmos fazer isso, teremos mais chances de obter uma combinação virtuosa de esforços de todos os setores – governamentais, empresariais e sociais – e de uma boa parcela das pessoas (enquanto indivíduos mesmo, voluntários) na tarefa de promover o desenvolvimento da localidade em que atuamos. Se não conseguirmos, infelizmente, nossas chances serão bastante reduzidas.
No entanto, alguns leitores destas cartas me perguntam como proceder em relação às redes sociais. Como articulá-las e animá-las? Andamos quebrando a cabeça com esse problema e, a partir do infalível (e insubstituível em uma democracia) processo de tentativa-e-erro, também aprendemos alguma coisa (que tento resumir abaixo, na forma de uma quarta lição):
QUARTA LIÇÃO | Quem quer articular e animar redes sociais deve resistir às quatro tentações seguintes: de fazer redes de instituições (em vez de redes de pessoas), de ficar fazendo reunião para discutir e decidir o que os outros devem fazer (em vez de, simplesmente, fazer), de tratar os outros como “massa” a ser mobilizada (em vez de amigos pessoais a serem conquistados) e, por último, de querer monopolizar a liderança (em vez de estimular o fenômeno da emergência da multiliderança).
Resistir à tentação de fazer redes de instituições (entidades, organizações). Muitas vezes é necessário, para começar um projeto ou mesmo para dar respaldo à sua implantação, reunir instituições em torno de um propósito. Pode-se até chamar esse conjunto de instituições de rede. No entanto, redes propriamente ditas, ou seja, redes distribuídas, não podem ser compostas por instituições hierárquicas (centralizadas ou descentralizadas, quer dizer, multicentralizadas). Redes distribuídas devem ser de pessoas (P2P). Portanto, é necessário conectar as pessoas diretamente à rede, mesmo que essas pessoas ainda imaginem estar ali representando suas instituições. Ocorre que um membro conectado à rede não pode ser substituído por outro membro da mesma instituição (nenhuma pessoa é substituível em uma rede). Além disso, as redes devem ser compostas pelas pessoas que queiram delas participar, independentemente de estarem ou não “representando” instituições (redes não são coletivos de representação, mas de participação direta – sem mediações de instituições hierárquicas).
Resistir à tentação de fazer reuniões de discussão ou de deliberação com os membros da rede. Rede é uma forma de organização não-baseada no ajuntamento, no arrebanhamento, no confinamento de pobres coitados numa salinha fechada, onde, em geral, se discute o que outros (que não estão ali) devem fazer. Sim, pois se for para fazer alguma coisa, então não se trata de reunião de discussão e sim de atividade coletiva. Outra coisa nociva é a tal da reunião para decidir, sobretudo pelo voto. Isso é um desastre. Se houver necessidade de votar para decidir é sinal de que o assunto não está maduro. Se estivesse, a solução se imporia naturalmente.
Ter sempre presente que fazer rede é fazer amigos. Tão simples assim. Então as pessoas devem estabelecer comunicações pessoais entre si, uma-a-uma. Cada membro da rede é um participante único, insubstituível, totalmente personalizado, que deve ser tratado sempre pelo nome, valorizado pelo que tem de peculiar, incluído pelo reconhecimento de suas potencialidades distintivas. Nada, portanto, de circulares impessoais, panfletos, chamamentos coletivos. Nada de mobilização de massa. Quem gosta de massa são os candidatos a condutores de rebanhos, que estabelecem uma relação vertical, autoritária e paternalista com o povo.
Levar em conta que rede é um campo para a emergência do fenômeno da multiliderança. Cada um pode ser líder em algum assunto de que goste, domine e a partir do qual seja capaz de propor iniciativas que são acolhidas voluntariamente por outros. Redes não podem ter líderes únicos, líderes de todos assuntos, dirigentes autocráticos que tentam monopolizar a liderança e impedir que os outros a exerçam.
Até a ‘Carta Rede Social 152’ e um abraço do
Augusto de Franco
augustodefranco@gmail.com
22 de novembro de 2007.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Para CORIOLANO (2003)
O desenvolvimento, para ser definido como social, precisa estar voltado às necessidades humanas, tornar as pessoas auto-independentes e habilitadas para o trabalho e para a vida comunitária. Implica o desenvolvimento dos indivíduos como pessoas e como grupo, organizados como sociedade civil para se tornarem protagonistas de seu desenvolvimento e do desenvolvimento de seu lugar.
Os problemas ambientais e a análise da destruição ou da proteção dos recursos naturais fizeram com que se percebesse a existência de comunidades que são capazes de utilizar e conservar estes recursos ao mesmo tempo. Segundo GUIMARÃES [s.d] “já há um reconhecimento generalizado no mundo sobre a seriedade dos problemas ambientais que nos afetam na atualidade. Certamente esse reconhecimento pode ser considerado um avanço se comparado ao de trinta ou quarenta anos atrás, quando estes eram desconsiderados pela opinião pública.”
Para o autor a “interveção antrópica que degrada o meio ambiente não é uma condição inata dos seres humanos, mas o resultado das relações sociais constituídas e constituintes de um meio de produção, promotor de um modelo de desenvolvimento, que imprime uma forma de relação entre sociedade e natureza”.
As chamadas populações tradicionais são entendidas como as comunidades que vivem a várias gerações em um determinado ecossistema em estreita dependência do meio natural para sua subsistência, e que utilizam os recursos naturais de forma sustentável.
O conceito de população tradicional é mais abrangente, atingindo comunidades que não vivem do extrativismo como, por exemplo, os artesãos e artistas que perpetuam a cultura. O tradicional encerra valores que podem perpetuar, mas não são sinônimos de populações atrasadas ou refratárias ao progresso ou a modernização, pois uma população tradicional tem principal característica sua relação com ao meio ambiente.
A Constituição Federal diz que os Povos e Comunidades de Culturas Tradicionais são grupos que possuem culturas diferentes da cultura predominante na sociedade e se reconhecem como tal. Estes grupos devem se organizar de forma distinta, ocupar e usar territórios e recursos naturais para manter sua cultura, tanto no que diz respeito à organização social, quanto à religião à economia e à ancestralidade. A utilização dos recursos naturais deve ser feita através de conhecimentos, inovações e práticas que foram criados dentro deles próprios e transmitido oralmente e na prática cotidiana pela tradição.
BIBLIOGRAFIA
CORIOLANO, L. N., LIMA, Luiz Cruz (Orgs). Turismo Comunitário e Responsabilidade Socioambiental. Fortaleza: EDUECE, 2003.
GUIMARÃES, M. Armadilha Paradigmática na educação ambiental. In: Loureiro, C.F. Pensamento complexo, dialética e educação ambiental. São Paulo: Cortez Editora, [s.d].
PINTO, W. Ciência e tradição se unem em Jararaca: Pesquisa e extensão atuam juntas em projeto, em comunidade em Bragança. Jornal Beira do Rio nº 60, abril de 2008. disponível emhttp://www.ufpa.br/beiradorio/arquivo/beira60/noticias/rep7.html
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
| Auto-retrato de Gauguin, 1888 | ||
| A casa amarela em Arles | ||
| Uma paisagem de Arles, de Gauguin | ||
| Van Gogh pintando | ||
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| Platão (428-347) |
Platão viu a maioria da humanidade condenada a uma infeliz condição. Imaginou (no Livro VII de A República, um diálogo escrito entre 380-370 a.C.) todos presos desde a infância no fundo de uma caverna, imobilizados, obrigados pelas correntes que os atavam a olharem sempre a parede em frente. O que veriam então? Supondo a seguir que existissem algumas pessoas, uns prisioneiros, carregando para lá para cá, sobre suas cabeças, estatuetas de homens, de animais, vasos, bacias e outros vasilhames, por detrás do muro onde os demais estavam encadeados, havendo ainda uma escassa iluminação vindo do fundo do subterrâneo, disse que os habitantes daquele triste lugar só poderiam enxergar o bruxuleio das sombras daqueles objetos, surgindo e se desafazendo diante deles. Era assim que viviam os homens, concluiu ele. Acreditavam que as imagens fantasmagóricas que apareciam aos seus olhos (que Platão chama de ídolos) eram verdadeiras, tomando o espectro pela realidade. A sua existência era pois inteiramente dominada pela ignorância (agnóia).
Se por um acaso, segue Platão na sua narrativa, alguém resolvesse libertar um daqueles pobres diabos da sua pesarosa ignorância e o levasse ainda que arrastado para longe daquela caverna, o que poderia então suceder-lhe? Num primeiro momento, chegando do lado de fora, ele nada enxergaria, ofuscado pela extrema luminosidade do exuberante Hélio, o Sol, que tudo pode, que tudo provê e vê. Mas, depois,
aclimatado, ele iria desvendando aos poucos, como se fosse alguém que lentamente recuperasse a visão, as manchas, as imagens, e, finalmente, uma infinidade outra de objetos maravilhosos que o cercavam. Assim, ainda estupefato, ele se depararia com a existência de um outro mundo, totalmente oposto ao do subterrâneo em que fora criado. O universo da ciência (gnose) e o do conhecimento (espiteme), por inteiro, se escancarava perante ele, podendo então vislumbrar e embevecer-se com o mundo das formas perfeitas.
Livre é quem pensa
O Ethos que Cuida

Essa fábula está cheia de lições. O cuidado é anterior ao espírito infundido por Júpiter e anterior ao corpo emprestado pela Terra. A concepção corpo-espírito não é, portanto, originária. Originário é o cuidado, “que foi o primeiro a moldar o ser humano”. O Cuidado o fez com “cuidado”, zelo e devoção, portanto, com uma atitude amorosa. Ele é anterior, o a priori ontológico que permite ao ser humano surgir. Essas dimensões entram na constituição do ser humano. Sem elas não se é humano. Por isso se diz que o “cuidado” acompanhará o ser humano “por todo o tempo em que viver”. Tudo o que fizer com cuidado será bem feito. O ethos que cuida e ama é terapêutico e libertador. Sana chagas, desanuvia o futuro e cria esperança. Com razão diz o psicanalista Rollo May: “Na atual confusão de episódios racionalistas e técnicos, perdemos de vista o ser humano. Devemos voltar humildemente ao simples cuidado. É o mito do cuidado, e somente ele, que nos permite resistir ao cinismo e à apatia, doenças psicológicas de nosso tempo”.
Leonardo Boff
terça-feira, 29 de julho de 2008
Pensamentos
- "A ordem não cria a vida." [Antoine de Saint-Exupéry]
- "O que conduz o mundo é o espírito e não a inteligência."
[Antoine de Saint-Exupéry] - "Ser homem é ser responsável. É sentir que colabora na construção do mundo." [Antoine de Saint-Exupéry]
- "O escravo constrói o seu orgulho em função do ardor do patrão." [Antoine de Saint-Exupéry]
- "Na vida, não existem soluções. Existem forças em marcha: é preciso criá-las e, então, a elas seguem-se as soluções."
[Antoine de Saint-Exupéry]
- "Não há uma fatalidade exterior. Mas existe uma fatalidade interior: há sempre um minuto em que nos descobrimos vulneráveis; então, os erros atraem-nos como uma vertigem. " [Antoine de Saint-Exupéry]
- "A grandeza de uma profissão é talvez, antes de tudo, unir os homens: não há senão um verdadeiro luxo e esse é o das relações humanas." [Antoine de Saint-Exupéry]
- "É o mesmo sol que derrete a cera e seca a argila."
[Antoine de Saint-Exupéry]
- "Há vitórias que exaltam, outras que corrompem; derrotas que matam, outras que despertam." [Antoine de Saint-Exupéry]
- "O que nos salva é dar um passo e outro ainda."
[Antoine de Saint-Exupéry]
- "O progresso do homem não é mais do que uma descoberta gradual de que as suas perguntas não têm significado."
[Antoine de Saint-Exupéry]
- "Amem quem vos comanda. Mas sem lhes dizer."
[Antoine de Saint-Exupéry]
- "Ao reencontrar os amigos, todos nós já provamos o encanto das más lembranças." [Antoine de Saint-Exupéry]
- "A verdade não é, de modo algum, aquilo que se demonstra, mas aquilo que se simplifica." [Antoine de Saint-Exupéry]
- "Ninguém se pode sentir, ao mesmo tempo, responsável e desprezado." [Antoine de Saint-Exupéry]
- "Cada um é responsável por todos. Cada um é o único responsável. Cada um é o único responsável por todos."
[Antoine de Saint-Exupéry]
- "Os ritos são no tempo o mesmo que o domicílio é no espaço." [Antoine de Saint-Exupéry]
- "Os regulamentos assemelham-se aos ritos de uma religião, que parecem absurdos, mas moldam os homens."
[Antoine de Saint-Exupéry]
- "A terra ensina-nos mais acerca de nós próprios do que todos os livros. Porque ela nos resiste." [Antoine de Saint-Exupéry]
- "Apenas se vê bem com o coração, pois nas horas graves os olhos ficam cegos." [Antoine de Saint-Exupéry]
- "O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá, mais se tem. " [Antoine de Saint-Exupéry]
- "Para que haja uma árvore florida, é preciso haver antes uma árvore; e, para haver um homem feliz, é preciso haver em primeiro lugar um homem." [Antoine de Saint-Exupéry]
- "O avião é somente uma máquina, mas que invento tão maravilhoso, que magnífico instrumento de análise: revela-nos a verdadeira face da Terra." [Antoine de Saint-Exupéry]
- "Ter um amigo não é coisa de que todos podem gabar-se."
[Antoine de Saint-Exupéry]
- "Para enxergar com clareza, basta mudar a direção da mira." [Antoine de Saint-Exupéry]
- "O fracasso fortifica aos fortes." [Antoine de Saint-Exupéry]
- "A perfeição se consegue no fim, não quando não há nada que agregar, mas sim quando já não há nada o que obter."
[Antoine de Saint-Exupéry]
- "Se procuro em minhas recordações os que me deixaram um sabor duradouro, se faço balanço das horas que valeram, sempre me encontro com aquelas que não me valeram a pena."
[Antoine de Saint-Exupéry]
- "A fuga nunca levou ninguém a nenhum lugar."
[Antoine de Saint-Exupéry]
- "Se queremos um mundo de paz e de justiça temos que pôr decididamente a inteligência a serviço do amor."
[Antoine de Saint-Exupéry]
- "O mundo inteiro se abre quando vê passar a um homem que sabe aonde vai." [Antoine de Saint-Exupéry]
- "As crianças têm de ter muita tolerância com os adultos."
[Antoine de Saint-Exupéry]
- "O homem se descobre quando se mede com um obstáculo."
[Antoine de Saint-Exupéry]
- "O amor é o único que cresce quando se reparte."
[Antoine de Saint-Exupéry]
- "Se ao escalar uma montanha na direção de uma estrela, o viajante se deixa absorver demasiado pelos problemas da escalada, arrisca-se a esquecer qual é a estrela que o guia." [Antoine de Saint-Exupéry]
- "O que embeleza o deserto é que em alguma parte dele esconde-se um poço de água." [Antoine de Saint-Exupéry]
- "A inteligência apenas vale ao serviço do amor."
[Antoine de Saint-Exupéry]
- "Se queres compreender a palavra 'felicidade', indispensável se torna entendê-la como recompensa e não como fim."
[Antoine de Saint-Exupéry]
- "Todas as grandes personagens começaram por serem crianças, mas poucas se recordam disso." [Antoine de Saint-Exupéry]
- "Conhecer não é demonstrar nem explicar, é aceder à visão." [Antoine de Saint-Exupéry]
- "Nossa maior fraqueza é a desistência. O caminho mais certeiro para o sucesso é sempre tentar apenas uma vez mais." [Thomas A. Edison]
- "Muitos dos fracassos da vida ocorrem com as pessoas que não reconheceram o quão próximas elas estavam do sucesso quando desistiram." [Thomas A. Edison]
- "Boa sorte é o que acontece quando a oportunidade encontra o planejamento." [Thomas A. Edison]
- "Nunca fiz nada dar certo por acidente; nem nenhuma das minhas invenções surgiu por acidente; elas vieram do meu trabalho." [Thomas A. Edison]
- "Os três grandes fundamentos para se conseguir qualquer coisa são, primeiro, trabalho árduo; segundo, perseverança; terceiro, senso comum." [Thomas A. Edison]
- "Não há nada que substitua o trabalho árduo." [Thomas A. Edison]
- "Há uma forma de fazer isso melhor - encontre-a." [Thomas A. Edison]
- "A insatisfação é a principal motivadora do progresso." [Thomas A. Edison]
- "Eu não falhei, encontrei 10 mil soluções que não davam certo." [Thomas A. Edison]
- "Se nós fizéssemos tudo o que somos capazes, literalmente nos surpreenderíamos." [Thomas A. Edison]
- "O homem não foi feito para meditar, mas para agir." [Jean-Jacques Rousseau]
- "O homem nasceu livre e por toda a parte vive acorrentado." [Jean-Jacques Rousseau]
- "As leis são sempre úteis aos que têm posses e nocivas aos que nada têm." [Jean-Jacques Rousseau]
- "Quanto mais do mundo vi, menos pude moldar-me à sua maneira." [Jean-Jacques Rousseau]
- "Se é a razão que faz o homem, é o sentimento que o conduz." [Jean-Jacques Rousseau]
- "A inocência não se envergonha de nada." [Jean-Jacques Rousseau]
- "Ninguém quer o bem público que não está de acordo com o seu." [Jean-Jacques Rousseau]
- "Muitas mulheres têm bastante juízo, pois falam na devida altura, mas muito poucas são aquelas que sabem calar na devida altura." [Jean-Jacques Rousseau]
- "Os homens a quem se fala não são aqueles com quem se conversa." [Jean-Jacques Rousseau]
- "Visto que o fundamento da propriedade é a utilidade, onde não houver utilidade possível não pode existir propriedade." [Jean-Jacques Rousseau]
- "O povo, por ele próprio, quer sempre o bem, mas, por ele próprio, nem sempre o conhece." [Jean-Jacques Rousseau]
- "O primeiro raciocínio do homem é de natureza sensitiva...: os nossos primeiros mestres de filosofia são os nossos pés, as nossas mãos, os nossos olhos." [Jean-Jacques Rousseau]
- "Não há como a força do Estado para garantir a liberdade dos seus membros." [Jean-Jacques Rousseau]
- "Sempre notei que as pessoas falsas são sóbrias, e a grande moderação à mesa geralmente anuncia costumes dissimulados e almas duplas." [Jean-Jacques Rousseau]
- "A felicidade consiste num bom saldo bancário, numa boa cozinheira e numa boa digestão." [Jean-Jacques Rousseau]
- "O homem que não conhece a dor, não conhece a ternura da humanidade." [Jean-Jacques Rousseau]
"A consciência é a voz da alma, as paixões são a voz do corpo." [Jean-Jacques Rousseau]
- "Quem quer agradar a todos não agrada a ninguém." [Jean-Jacques Rousseau]
- "O que viveu mais não é aquele que viveu até uma idade avançada, mas aquele que mais sentiu na vida." [Jean-Jacques Rousseau]
- "O homem fala sobre o que sabe, a mulher sobre aquilo que gostaria." [Jean-Jacques Rousseau]
- "Geralmente aqueles que sabem pouco falam muito e aqueles que sabem muito falam pouco." [Jean-Jacques Rousseau]
- "A mulher tem mais espírito, o homem mais gênio. A mulher olha, o homem compreende." [Jean-Jacques Rousseau]
- "Prefiro ser um homem de paradoxos que um homem de preconceitos." [Jean-Jacques Rousseau]
- "O único hábito que se deve permitir a uma criança é o de não adquirir nenhum." [Jean-Jacques Rousseau]
- "A verdade não é a estrada para a riqueza." [Jean-Jacques Rousseau]
- "Pelos mesmos caminhos não se chega sempre aos mesmos fins." [Jean-Jacques Rousseau]
- "Não sei ver nada do que vejo; vejo bem apenas o que relembro e tenho inteligência apenas nas minhas lembranças." [Jean-Jacques Rousseau]
- "É demasiado difícil pensar com nobreza quando pensamos apenas em ganhar a vida." [Jean-Jacques Rousseau]
- "É sobretudo na solidão que se sente a vantagem de viver com alguém que saiba pensar." [Jean-Jacques Rousseau]
- "Sejamos bons e depois seremos felizes. Ninguém recebe o prêmio sem primeiro fazer por isso." [Jean-Jacques Rousseau]
- "A espécie de felicidade de que preciso não é fazer o que quero, mas não fazer o que não quero." [Jean-Jacques Rousseau]
- "Somente pela fraternidade a liberdade será preservada." [Victor Marie Hugo]
- "Quem abre uma escola fecha uma prisão." [Victor Marie Hugo]
- "Em literatura, o meio mais seguro de ter razão é estar morto." [Victor Marie Hugo]
- "Quando não somos inteligíveis é porque não somos inteligentes." [Victor Marie Hugo]
- "A medida do amor é amar sem medida." [Victor Marie Hugo]
- "As ilusões sustentam a alma como as asas sustentam o pássaro." [Victor Marie Hugo]
- "O espírito enriquece-se com o que recebe; o coração com o que dá." [Victor Marie Hugo]
- "Iniciativa é fazermos o que está certo sem ser preciso que alguém nos diga para fazermos tal." [Victor Marie Hugo]
- "A tolerância é a melhor das religiões." [Victor Marie Hugo]
- "O tempo não só cura, mas também reconcilia." [Victor Marie Hugo]
- "É inútil obter por piedade aquilo que desejamos por amor." [Victor Marie Hugo]
- "Escritores, meditem muito e corrijam pouco. Fazei as vossas rasuras no vosso próprio cérebro." [Victor Marie Hugo]
- "Ser contestado é ser constatado." [Victor Marie Hugo]
- "Um grande artista é um grande homem numa grande criança." [Victor Marie Hugo]
- "Nada há como começar para ver como é árduo concluir." [Victor Marie Hugo]
- "Todo o grande artista amolda a arte à sua imagem." [Victor Marie Hugo]
- "A arte é uma ferramenta; os espíritos são os operários." [Victor Marie Hugo]
- "O cão é a virtude que, não podendo fazer-se homem, se fez animal." [Victor Marie Hugo]
- "O amor é vida quando não é morte; é berço e também sepultura." [Victor Marie Hugo]
- "Vós, que sofreis, porque amais, amai ainda mais. Morrer de amor é viver dele." [Victor Marie Hugo]
- "A alma humana é uma vaga que pensa." [Victor Marie Hugo]
- "A alma é um olho sem pálpebra." [Victor Marie Hugo]
- "Nada se assemelha à alma como a abelha. Esta voa de flor para flor, aquela de estrela para estrela. A abelha traz o mel, como a alma traz a luz. " [Victor Marie Hugo]
- "A riqueza e a pobreza são convenções." [Victor Marie Hugo]
- "A gargalhada é o sol que varre o inverno do rosto humano." [Victor Marie Hugo]
- "Os tempos primitivos são líricos, os tempos antigos são épicos, os tempos modernos são dramáticos." [Victor Marie Hugo]
- "Os velhos têm tanta necessidade de afeto como de sol." [Victor Marie Hugo]
- "Do inferno dos pobres é feito o percurso dos ricos." [Victor Marie Hugo]
- "Aquele que dá ao pobre empresta a Deus." [Victor Marie Hugo]
- "Tudo se rende ao sucesso, até a gramática." [Victor Marie Hugo]
- "A palavra é o Verbo, e o Verbo é Deus." [Victor Marie Hugo]
- Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.
(Clarice Lispector)
- Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.(Clarice Lispector)
- Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho.(Clarice Lispector)
- Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento. (Clarice Lispector)
- Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada. (Clarice Lispector)
- Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam.(Clarice Lispector)
- Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome. (Clarice Lispector)
- "Terei toda a aparência de quem falhou, e só eu saberei se foi a falha necessária" (Clarisse Lispector)
- E o que o ser humano mais aspira é tornar-se ser humano. (Clarice Lispector)
- Quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós. (Clarice Lispector)
- ...estou procurando, estou procurando. Estou tentando me entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda.(Clarice Lispector)
- Passei a vida tentando corrigir os erros que cometi na minha ânsia de acertar. (Clarice Lispector)
- Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...
Ou toca, ou não toca. (Clarice Lispector)
- É difícil perder-se. É tão difícl que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira de que vivo." (Clarice Lispector)
- O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós." (Clarice Lispector)
- Porque há o direito ao grito.então eu grito." (Clarice Lispector)
- "Eu era um poeta impulsionado pela filosofia, não um filósofo dotado de faculdades poéticas" [Fernando Pessoa]
- "Quem escreve para obter o supérfluo como se escrevesse para obter o necessário, escreve ainda pior do que se para obter apenas o necessário escrevesse" [Fernando Pessoa]
- "Substitui-te sempre a ti - próprio. Tu não és bastante para ti. Sê sempre imprevenido [?] por ti - próprio. Acontece-te perante ti - próprio. Que as tuas sensações sejam meros acasos, aventuras que te acontecem. Deves ser um universo sem leis para poderes ser superior" [Fernando Pessoa]
- "Ao passo que a filosofia é estática, a arte é dinâmica; é mesmo essa a única diferença entre a arte e a filosofia" [Fernando Pessoa]
- "A obra de arte, fundamentalmente, consiste numa interpretação objetivada duma impressão subjetiva" [Fernando Pessoa]
- "A única realidade da vida é a sensação. A única realidade em arte é a consciência da sensação" [ Fernando Pessoa ]
- "A uma arte assim cosmopolita, assim universal, assim sintética, é evidente que nenhuma disciplina pode ser imposta, que não a de sentir tudo de todas as maneiras, de sintetizar tudo, de se esforçar por de tal modo expressar-se que dentro de uma antologia de arte sensacionista esteja tudo quanto de essencial produziram o Egito, a Grécia, Roma, a Renascença e a nossa época. A arte, em vez de ter regras como as artes do passado, passa a ter só uma regra - ser a síntese de tudo. Que cada um de nós multiplique a sua personalidade por todas as outras personalidades" [Fernando Pessoa]
- "Desejo ser um criador de mitos, que é o mistério mais alto que pode obrar alguém da humanidade" [Fernando Pessoa]
"Quer pouco: terás tudo. Quer nada: serás livre" [Fernando Pessoa]
- "Que este processo de fazer arte cause estranheza, não admira; o que admira é que haja cousa alguma que não cause estranheza" [Fernando Pessoa]
- "Todos os meus escritos ficaram inacabados; sempre novos pensamentos se interpunham, associações de idéias extraordinárias e inexcluíveis, de término infinito ... O Caráter da minha mente é tal que odeio os começos e os fins das coisas, porque são pontos definidos." [Fernando Pessoa]
- "Descobri que a leitura é uma forma servil de sonhar. Se tenho de sonhar, porque não sonhar os meus próprios sonhos? " [Fernando Pessoa]
- "Se alguma vez sou coerente, é apenas como incoerência saída da incoerência" [Fernando Pessoa]
- "O Essencial da arte é exprimir; o que se exprime não interessa" [Fernando Pessoa]
- "Tenho prazer em ser vencido quando quem me vence é a razão, seja quem for o seu procurador." [Fernando Pessoa]


